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Adiamento da eleição do Quinto explicita queda de braço política

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Por Liege Albuquerque

A queda de braço para a eleição do Quinto Constitucional para o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) agora é explícita entre Wilson Lima e David Almeida depois da suspensão ontem (15/12), pelo Conselho Federal da OAB, da consulta à advocacia amazonense marcada para dia 19.

É o que apontam em off fontes do AmazonJus: para eles quem deve ganhar essa disputa é o prefeito David Almeida, por ter seu aliado Tadeu de Souza assumindo o governo de Wilson quando este sair para disputar o senado, dia 1º de abril. Assim, caberá a eles, Tadeu e David, escolherem o próximo desembargador.


O tempo de apresentação de recursos e impugnações vai chegar até o prazo de incompatibilização para as eleições do ano que vem, não tem como o governador atual apitar sobre os três nomes que chegarão do TJ-AM”, destacou uma fonte próxima ao governo.

Esta fonte aposta como escolha certa desta lista tríplice o advogado Marco Aurélio Choy, advogado eleitoral experiente e diplomático, com muito mais vitórias que derrotas em seus pleitos.


Já uma outra fonte ouvida pela reportagem julga favorita à vaga do Quinto o nome de Giselle Falcone Medina Pascarelli Lopes, esposa do desembargador Flavio Pascarelli. Além de, assim como Choy, Giselle ter conduta ilibada, é atualmente juíza titular do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), em uma vaga destinada à classe dos advogados, cargo que assumiu em março de 2024.

Outra fonte que também preferiu não se identificar destacou que David Almeida já mostrou sua força nesta eleição ao Quinto, na saída da disputa do secretário de Wilson, o advogado Flávio Antony. Para esta fonte, o Quinto Constitucional foi criado para democratizar e fortalecer os tribunais com a vaga a um advogado de experiência larga e eclética.

No entanto, é preocupante ver uma eleição marcada por excessivos recursos e interrupções, num ambiente politizado, se distanciando da essência democrática e do respeito que a advocacia merece”.


Em um grupo de advogados, um estudioso destaca que a única forma de apressar a eleição seria a união da classe. A ideia seria usar uma saída simples que até um advogado inexperiente saberia buscar: o pedido de urgência de julgamento de mérito dos recursos para o Conselho Federal pelos demais candidatos. Assim, para a fonte, resolveria a situação e o pleito seguiria num ritmo célere e justo.

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Autoria
Liege Albuquerque

Liege Albuquerque é jornalista há 30 anos, graduada em Jornalismo pela Ufam e mestre em Ciências Políticas pela USP. Teve passagem por veículos como Folha de S. Paulo, Veja, O Globo, O Estado de S. Paulo, A Crítica e Diário do Amazonas. Foi ainda correspondente de O Estado de S. Paulo no Amazonas e professora de Jornalismo na Uninorte, Nilton Lins e Fametro. Atualmente é redatora efetiva na Câmara Municipal de Manaus.

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