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Marcha pelos direitos dos animais pressiona Congresso por leis atrasadas

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Na manhã do último domingo (07/12), cerca de 150 ativistas se reuniram no vão do MASP, na Avenida Paulista, em uma marcha organizada pela Animal Equality Brasil que antecipou as demandas pelo Dia Internacional dos Direitos Animais, o DIDA, que é celebrado oficialmente nesta quarta-feira, 10 de dezembro.

A mobilização, considerada a maior marcha do país em defesa dos animais, teve como objetivo pressionar o Congresso Nacional contra um grave retrocesso legislativo e em favor de projetos de lei urgentes. O ato ocorreu em um contexto de retrocesso, após a aprovação de avanços para a fauna silvestre, uma emenda inserida na Câmara dos Deputados ameaça excluir os animais explorados para consumo humano da proteção do Artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (9.605/98).

Enquanto isso, quatro projetos de lei essenciais seguem paralisados no Congresso: a proibição do foie gras (PL 90/2020), do confinamento extremo (PL 5092/2023), do descarte de pintinhos machos (PL 783/2024) e do abate de cavalos (PL 2387/2022). “O DIDA não é só uma data — é um chamado. Um chamado para que o Brasil finalmente reconheça que todos os animais merecem proteção. Não alguns. Não só os que vivem em nossas casas. Todos”, afirmou Carla Lettieri, Diretora Executiva da Animal Equality Brasil, durante o discurso de abertura da marcha.
 

“Para o Congresso, parece que o sofrimento e a vida de vacas, porcos e galinhas vale menos. Nós repudiamos esse retrocesso. Hoje, nós dizemos: nenhum animal fica para trás”, complementou. Ocupando uma das faixas da Av. Paulista, os participantes foram escoltados pela Polícia Militar da saída da marcha no vão do MASP até a Praça do Ciclista, entoando gritos de “por todos os animais, justiça já!” e “pelas leis de proteção de todos, vamos vencer!”.
 

Sobre o Dia Internacional dos Direitos Animais (10 de dezembro)

A data foi criada para ampliar a reflexão ética sobre o nosso relacionamento com os outros animais e para promover um marco global de conscientização sobre sua senciência e necessidade de proteção legal. A marcha em São Paulo antecipou as celebrações globais, colocando o Brasil no centro do debate sobre a necessidade de leis que garantam proteção igualitária, considerando todas as espécies.

Fonte: Assessoria da Animal Equality Brasil
 

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Autoria
Liege Albuquerque

Liege Albuquerque é jornalista há 30 anos, graduada em Jornalismo pela Ufam e mestre em Ciências Políticas pela USP. Teve passagem por veículos como Folha de S. Paulo, Veja, O Globo, O Estado de S. Paulo, A Crítica e Diário do Amazonas. Foi ainda correspondente de O Estado de S. Paulo no Amazonas e professora de Jornalismo na Uninorte, Nilton Lins e Fametro. Atualmente é redatora efetiva na Câmara Municipal de Manaus.

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