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Sete réus da ‘Véu de Areia’ são condenados por tráfico de drogas e lavagem de capitais

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O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), obteve na terça-feira (16/12) a condenação de integrantes de uma organização criminosa, como desdobramento da operação “Véu de Areia”, deflagrada em agosto deste ano. A sentença foi proferida pela 2ª Vara de Delitos de Tráfico de Drogas da Comarca de Manaus.

A Operação “Véu de Areia” desarticulou um grupo com atuação interestadual e ramificações em diferentes estados do país, responsável pela movimentação de elevados valores provenientes de atividades ilícitas. Durante a investigação, foram identificados imóveis, empresas de fachada, veículos e outros bens utilizados para ocultar e dissimular a origem dos recursos.

A decisão judicial reconheceu a prática dos crimes de tráfico interestadual de drogas, organização criminosa e lavagem de capitais, condenando sete réus, entre eles o líder do grupo. O processo, que tramitou sob o nº 0943302-63.2023.8.04.0001, teve menos de cinco meses entre a deflagração da operação, o oferecimento da denúncia, a instrução processual e a condenação.

Entre as penas aplicadas, destaca-se a maior condenação, a Rubens Carvalho de Almeida, líder da organização, fixada em 28 anos de reclusão, em regime inicialmente fechado, pelos crimes de tráfico de drogas, liderança de organização criminosa e lavagem de dinheiro. A segunda maior pena totalizou 13 anos de reclusão, também em regime fechado, pelos crimes de organização criminosa e lavagem de capitais. Os demais cinco condenados receberam penas que variam entre quatro e 11 anos de prisão, conforme o grau de participação na estrutura criminosa.

A sentença também determinou a manutenção do bloqueio de bens e valores dos condenados, com vistas ao perdimento definitivo em favor da União após o trânsito em julgado, reforçando a estratégia de desarticulação financeira da organização criminosa.

De acordo com o coordenador do Gaeco, promotor de Justiça Leonardo Tupinambá, o resultado representa um avanço significativo no enfrentamento ao crime organizado. “A condenação demonstra a efetividade do trabalho investigativo e da atuação integrada do Ministério Público no combate ao tráfico de drogas e à lavagem de capitais, especialmente no aspecto da asfixia patrimonial das organizações criminosas”, afirmou.

A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso, logo o MPAM seguirá atuando nas instâncias superiores para assegurar a manutenção integral das condenações e das medidas patrimoniais impostas pela Justiça.

Fonte: Foto e texto da assessoria do MPAM

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Autoria
Liege Albuquerque

Liege Albuquerque é jornalista há 30 anos, graduada em Jornalismo pela Ufam e mestre em Ciências Políticas pela USP. Teve passagem por veículos como Folha de S. Paulo, Veja, O Globo, O Estado de S. Paulo, A Crítica e Diário do Amazonas. Foi ainda correspondente de O Estado de S. Paulo no Amazonas e professora de Jornalismo na Uninorte, Nilton Lins e Fametro. Atualmente é redatora efetiva na Câmara Municipal de Manaus.

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